Faça sempre o que tiver medo de fazer…

                                

Não consigo abandonar os cadernos, às vezes as palavras fluem melhor a moda antiga, o papel e a caneta na mão. Já criei por diversas vezes esse “diários virtuais”, mas nós não nos damos bem. Na verdade acho que só utilizo blogs quando tem alguma coisa que quero gritar pro mundo preso em mim. Normalmente quero gritar sobre as coisas ruins, como términos de relacionamento, aquela briga com meu melhor amigo, a decepção que alguém me causou ou raiva que to sentindo da minha família.  Mas hoje vim gritar sobre o medo.

Esse ano não foi um ano muito fácil pra mim, demissão, paixão, doença, mudança, drogas e decepção foram algumas das coisas que vieram em um grande pacote que foi despejado na minha cabeça.  E doeu, doeu muito. E agora em mais uma noite acordado pude parar e refletir sobre tudo. E foi assustador.

Um grande amigo meu me disse esse ano uma coisa que neguei ate alguns minutos atrás: “Iuri, seu maior medo é o encontro com você mesmo. Você precisa aprender a olhar pra dentro de si.” Ele estava certo.

Eu morria de medo mesmo de me encarar porque sabia que aqui dentro existiam milhões de coisas jogadas e quebradas e no meio disso tudo existia um adulto.  Abandonado e trancafiado em algum canto. Um adulto que eu não queria encontrar.

Tinha medo de aceitar que a vida acontece num plano chamado realidade e então eu me refugiava no plano da idealização onde tudo era perfeito, onde eu era forte, decidido e seguro.  Acontecia mais ou menos dessa forma: quando você v

ai desenhar alguma coisa, uma casinha, por exemplo, você imagina uma casa linda e cheia de detalhes e ai você pensa “Vai ficar um desenho ótimo”, no fim você acaba desenhando uma casa com pequenos traços, com uma porta e uma janela sem esquecer-se da arvorezinha do lado e um sol sorrindo. E voilà! Ela não se parece nada com aquela linda casinha que você havia imaginado.

 Era assim que eu vivia, eu era a mansão e no fundo não passava de uma pequena casa de tijolos.

Ai as coisas acontecem, você é demitido, você não esta na faculdade, o parente adoece e o mundo vai jogando no seu colo um monte de responsabilidades e o que eu fiz?  Corri o mais rápido que pode pra longe de tudo isso.

E sabe o que descobri quando me agachei pra descansar? Eu estava no mesmo lugar e minhas responsabilidades estavam todas ali, rindo da minha cara. E ai sabe o que eu fiz? Corri pro colo dos meus amigos. E sabe o que mudou? Nada!

Então comecei a caminhar, e aceitar minhas obrigações e alguma coisa aqui dentro começou a mudar. Aquela bagunça interior foi se ajeitando. O que estava quebrado e não tinha concerto foi jogado fora, algumas outras coisas que estavam quebradas, mas que ainda assim eram valiosas, foram guardas numa caixa.

E foi assim arrumando tudo que descobri que algumas coisas se tornam valiosas só depois que estão quebradas. E é aqui que voltamos ao ponto de partida.

Essas coisas quebradas, e valiosas por estarem assim, se juntam em um vazio chamado futuro e formam o adulto que estava escondido em mim. E era disso que eu tinha medo. Tinha medo de crescer. Só que eu cresci. E morro de medo de que a criança que existe em mim morra. 

Por outro lado sei que pela primeira vez na vida estou fazendo minhas escolhas de forma consciente. E melhor ainda estou fazendo minhas escolhas por mim mesmo e não pela opinião dos outros.  Espero que essas escolhas me levem pelo caminho certo e principalmente espero que a criança que trocou de lugar com adulto aqui dentro saia em algumas noites estreladas para espalhar tudo no chão e brincar com ar de um adulto que por um momento esqueceu seus conflitos e responsabilidades. 

O medo é bom, fugir dele é que é ruim.

                                         

“E o Pequeno Príncipe disse ao homem: - Os adultos não entendem nada sozinhos e é cansativo para as crianças ficarem sempre explicando as coisas pra eles”

Só besteira poética?

'nossas impressões digitais,não se esvaem das vidas que tocamos…será que isso é verdade para todos, ou seria só besteira poética?…'


O que quer que você faça na vida, será insignificante, mas é muito importante que você o faça… Como quando alguem entra na sua vida, e metade de você diz que vc não esta nem um pouco preparado mas a outra metade diz "faça com que essa pessoa seja sua para sempre."

Minhas palavras nunca vão corrigir o que passou mas podem dizer o que permance em mim intacto e sem nenhum arranhão.

Hoje me perguntaram o que eu te diria se vc ainda quisesse me ouvir e entre um milhao de coisas a unica que quero dizer é TE AMO.

O que quer que você faça na vida,será insignificante, mas faça porque ninguem mais o fará!

Então assim como tudo na minha vida não vou deixar de dizer o quanto te amo e o quanto te quero só porque nao estamos juntos.

Sinto sua falta… sinto mesmo sua falta.

Obrigado por me mostrar que depois de tudo que ja passei ainda sou capaz de amar.

Então mesmo que vc nunca mais queira me ver. Nunca mais me queira nem por perto. Por favor ao menos lembre-se de mim!

Adeus.

Take me for what I am!

"Tudo azul no céu desbotado. E a alma lavada sem ter onde secar. Eu corro, eu berro e nem dopante me dopa! A vida me endoida"

                                       

Vou esclarecer algumas coisas que podem nos/ te /me ajudar. O amor compreende, e o amor só ama de verdade aquilo qu e o completa. Talvez você ame quem você é quando estou por perto. Talvez você ame apenas a idéia que tem de mim, e isso não sou eu. Isso é você querendo que eu caiba nos seus anseios, nos seus desejos. Vê? Isso é você amando a si mesmo. Essa é a soma das suas perspectivas, que muitas vezes não condiz com o real. Nesse caso, não tendo eu outra alternativa além de ser o que eu sou, a você restam duas opções: me ame, ou me deixe.  

Mas essa foi uma decisão que você também não conseguiu tomar, então, eu tive que repetir um pequeno trecho do nosso primeiro fim! “Eu só desejo o seu silêncio. Seja só o meu silêncio para que continue sendo o que sempre foi. Um sonho longe e distante.”



CARTA AO FUTURO:

Depois de apanhar da vida tive medo, medo da solidão, de ser banido, de estar errado, de ser julgado e condenado por viver livre! Sufoquei a minha própria existência durante um bom tempo. Mas não agüentei prender a respiração por tanto tempo assim. Quando me permiti respirar o ar veio tão intenso pra dentro dos meus pulmões que todo aquele controle e normas de convivência que me foram passadas desapareceram.


A quem me quiser me queira com tudo o que eu tenho de bom e de ruim, com todas as idiossincrasias e as pequeninas coisas que muitas vezes você nem considera correto. Entenda que eu não escolhi e nem tenho culpa de ser cavalo selvagem: o fato de você conseguir cavalgar comigo depende unicamente da sua destreza. Entenda que eu sou como um gato, variável , inconstante, mas sempre honesto: uma vez que se sabe lidar com ele é garantia de carinho e apego eterno. Caso contrário, arranhões e comportamento arredio são inevitáveis. Quem quer conviver com bichos selvagens deve estar preparado para as intempéries. No mínimo existe a garantia de surpresa e nenhuma previsibilidade, nunca se sabe o que pode acontecer. Pra uns isso pode parecer desesperador, para outros é apenas imensamente emocionante. É sempre seu direito botar na balança e decidir se quer viver assim na corda bamba, numa aventura sem roteiro pré-estabelecido. Mas se me quer por perto, deixa-me ser. Decifra-me, ou te devoro. Sem dó nem piedade.

Estou fechado para a pequenez dos demais pra ver se assim consigo, de vez em quando, ser feliz. Então, seja grande e forte. Eu estou longe de ser a pessoa estável e decidida que você pensa ser ideal! Eu sou o que sou com “um coração dependente viciado em amar errado! Crente que o que ele sente é sagrado e é tudo piada!” Então me faça rir e me prove que meu conceito de errado é o que esta realmente errado! Me mostre que você vai ser o meu erro mais acertado e voaremos livres e juntos.

 

EU MEREÇO UM LUGAR AO SOL!

Irreais expectativas.

Estas alegrias violentas têm fins violentos. Falecendo no triunfo, como fogo e pólvora que num beijo se consomem. (Romeu e Julieta, Ato II, cena VI).


Prólogo

Sentimento estranho, misto de angustia, dor, liberdade e alivio. Difícil explicar… Eu te quis, eu tive e continuei me sentindo sozinho. Não queria confessar pra ninguém, nem pra mim mesmo que eu permanecia sozinho. Medo.

Quero entender porque você se foi tão cedo, tão belo. Sim você foi embora tão belo quanto quando entrou na minha vida. Não destruiu nada, deixou tudo intacto. Não virou minha vida de ponta cabeça e talvez por isso não tenha dado certo ou talvez eu não te tenha permitido na minha vida. Não sei e não estou condenando ninguém, foi muito bom o que passamos nesse curto tempo. Mas ainda sim eu permaneci sozinho.
Encolhido num casulo que você me envolveu. Abri mão de coisas que nem eu mesmo podia acreditar. Esse misto de dor vem de não ter conseguido te dominar, mas como diz na música “não é sua culpa a minha projeção”.

Não te culpo. Não me culpo. Não te condeno. Não me condeno. Tentamos e basta dizer isso.

A angustia vem da certeza de que estou sozinho novamente. Mas se sempre estive sozinho sei que angustia vai embora ou ela sempre existiu e eu tinha ignorado ela durante esse tempo que estávamos juntos. Não importa, é passado.
Sim eu vou sentir sua falta por um tempo, mas isso não muda nada. Desculpa por alguma coisa. E Sinta-se perdoado.

capítulo.
O que senti:

Olha pra mim e promete que eu vou ter sempre esses olhos me guiando, essas mãos escrevendo pra mim, esse ombro que me carrega e essa boca que sustenta a minha alma que a qualquer momento pode se quebrar.
Só de pensar que os seus passos podem se desviar dos meus, me sinto sem passo algum.
Fica comigo um pouquinho só. Um segundo. Eu prometo que vou ser feliz assim.

capítulo.
O que percebi:

Parei e vi como por aqui anda tudo meio vazio demais. Sem inspiração, sem momentos, sem som. Tudo no escuro, no silêncio. Eu acordei no frio, com o rosto inchado, olhos vermelhos por dentro de tanto me pegar pensando em como as coisas ficam sem graça todas as vezes que eu olho pro mundo e vejo que estou sempre sozinho.
Merda eu realmente estou apaixonado. É a mesma história de sempre. A mesma história de querer ter e não poder, de ter e se enganar. E no fim, sempre dói.

capítulo.
O que tentei:

É lindo, é sublime, é incrível e encantador, mas dói. Não quero sofrer. Não quero mais ficar esperando por você enquanto você não vem. Eu fui atrás, eu conversei, perdoei, lutei, sofri e tentei mais uma vez. Eu gritei e a única resposta que tive foi: “Tá bom”.
Não! Não está bom!!! Me xinga, grita, quebra, chora, ri … Qualquer coisa menos “Tá bom”.

Respirei fundo.

Esquece e faz assim: Sempre que você chegar cansado ou de mau humor, vou ficar quietinho, lendo um livro e esperar a hora de você olhar pra mim, dar um sorriso, me chamar pra deitar contigo e, finalmente, começar a falar e rir e você tenta me mostrar que tudo vai ser diferente.

Agora sim. Tá bom!

capítulo.
O começo do fim:

Se a sua voz estragar o lento som do vento nos galhos do jardim, te desejarei o eterno fim, bem longe de mim.
E quando eu acordar, caso você esteja ao meu lado, não suspire, não respire, não se mova. Não estrague meu momento de sentir meus ossos esticando, meus músculos acordando e os leves raios de sol penetrando no quarto escuro, tomado de sonhos e desejos nunca findados.

Há algum tempo você não é mais a coisa mais linda, não sinto em você a pureza de quando nos conhecemos. Nós nos conhecemos?

capítulo.
O fim.

É estranho que desde que desligamos enxergo tudo com mais clareza. Eu chorei. E Ai a realidade entrou no meu quarto sem pedir licença.

Os teus olhos não são mais estrelas brilhantes são apenas olhos.
Eu te punha em altos andares. Via você como a mais mágica canção composta, o mais lindo poema. Via o seu sorriso como o meu guia. E Hoje, vejo o seu sorriso como mais um sorriso amarelado de cigarros e mentiras.
Não pense que te direi adeus ou até nunca.
Não pense que guardarei de ti um lindo sonho.
Também não pense que te desejarei o mal, a morte.
Seja apensa o seu avesso, para ser algum agrado
Eu só desejo o seu silêncio. Seja só o meu silêncio para que continue sendo o que sempre foi um sonho longe e distante.

capítulo.
A certeza do incerto:

Nada melhor do que ser e sentir-se livre. Andar por aí sem pensar em ninguém, em nada. Poder sentar em uma pedra e ter seu momento de solidão. Aqueles momentos em que você só quer ouvir o que você quer ouvir, e não o que te obrigam a ouvir. Nada melhor do que a liberdade. Sem angustias, sem ciúmes, sem dor, um vazio que faz bem.

capítulo.
O desejo:

Saia de mim.
Morri agora. Morri pro mundo e nasci pra vida. Saia de mim logo de uma vez, e não volte nunca mais. Agora sim. Sinto o cheiro do ar. O ar que vaga livre pelos cantos. Sinto o vento, de braços abertos, me deixando cada vez mais junto dele.
Eu morri pra você. Às vezes é bom morrer para alguns e renascer para si próprio.

8°capítulo
As dúvidas.

Seremos amigos ? Porque não?

Soltei minhas algemas. Arranquei a camisa de força. O louco está de volta.
Minha linha da vida é pequena. A linha da vida é pequena demais para todos. Não vou ficar parado esperando o mundo rodar. Não vou ficar parado fazendo papel de idiota. Não vou ficar sentado vendo a chuva escorrer. Agora eu vou chover.

Se estou feliz? Não
Se estou triste? Um Pouco.
Se vou melhorar? Aos poucos.
Arrependido? Não.
Tem volta? Quem sabe, acredito que não.
Foi melhor assim? Pergunta ridícula, foi o que tinha que ser!

 
                                       

                                               Frase do dia:
Um NÃO falado da mais profunda convicção é melhor do que um SIM meramente dito para agradar.
(Gandhi)

Reencontro.

Acordei essa madrugada, mais precisamente 1:00 a.m, na cama da minha avó, enrolado em um edredom e todo encolhido de frio! Aos poucos fui me esticando, tentando fugir de alguns pensamentos e me perdendo em outros e logo me vi pensando na vida. Foi então que ouvi algumas vozes no meu quarto, a princípio me assustei, mas reconheci aquelas vozes. Me levantei.

Estava chegando à porta do meu quarto quando me deparei comigo mesmo. De um lado eu com a cara ainda amassada, barba por fazer e envolvido num grande e quente edredom, do outro eu de jeans, camiseta branca, barba feita e um cigarro na mão. Olhamos-nos um tempo antes de começarmos a conversar:

- Já acordou? – Perguntei pra mim mesmo enquanto acendia um cigarro.

- Meus neurônios estão começando a acordar, o que faz aqui?

- Bom você tomou decisões e fazia um tempinho que não nos encontrávamos. Estava aqui perto e resolvi passar. Algum problema?

-Não, acho que não e você algum problema?

- não.

Permanecemos calados ali no corredor entre dois quartos até que nos abraçamos.

- Esta pronto? – Me perguntei levando o cigarro a boca.

- Vou lavar o rosto e encontro você no nosso quarto ok?

- Combinado.

Lavei meu rosto, respirei fundo e entrei no quarto. Foi um susto! Eram tantos de mim em um lugar só. Homens, adolescentes rebeldes, nerds, crianças e algumas mulheres também!
Já terminando o cigarro olhei para mim parado na porta e disse:

- Achei que hoje era dia de uma terapia em grupo. São tantos e todos tão confusos.

- Bom somos de aquário, não? –Dei um sorriso amarelo enquanto me enrolava no edredom novamente e me acomodava numa ponta da cama.

Sorri.

– Você não perde a piada Neh? – Disse um adolescente meio emburrado que estava perto do som.

-Nem você. –respondi com ar de inteligência da mesa do computador após fechar um grande livro e tirar os óculos.

-Nem você! –Uma voz meio enrolada veio de um menino que jogava vídeo-game.

Pronto foi armada a confusão as crianças começaram a chorar e as mulheres foram apartar a briga.

Algum tempo depois estávamos todos sentados em um grande circulo. Achei melhor nomear apenas um de mim para falar comigo assim não tinha confusão, mas como não espero minhas próprias reações. Sabia que conversa seria longa.
Logo comecei a falar:

-Cacete, hein?! Como você apanha. Você não cansa?

-Se eu não canso? Eu já até desisti. Você convive comigo todos os dias. Será que você ainda não percebeu que eu desisti?

-Você diz isso pros outros, e nem eles acreditam, logo você não pode mentir pra você.

-É, acho que você tem razão.
(Perdi pra mim…)

-Mas é que às vezes, sei lá, cansa.

-É, eu sei que cansa, nós sentimos as mesmas coisas. Não tem muito que falar.

-Escuta, você veio aqui pra encher o meu saco?

-Claro, pra isso eu sirvo.

-Ai, se eu pudesse acabar com você…

-Poder você pode, mas vai acabar consigo mesmo. Não esquece que ninguém nesse mundo te ama mais do que eu, ou te respeita e te compreende. Ninguém além de mim te acompanha e te conforta sempre quando você chora deitado na cama ouvindo Marisa Monte ou Ana Carolina. São minhas as mãos que te afagam a alma, porque eu sou a sua alma. E é bom que saiba que conversar comigo nos momentos de dor e de solidão é o melhor remédio. E transcrever tudo o que eu te digo é o melhor desabafo.

-É, acho que você tem razão
(perdi pra mim mais uma vez…)

-Mas afinal o que te traz aqui?

- Bom ta na hora de você dar um rumo pra sua vida.

- Como?

- Primeiro você tem que se amar e amar seu futuro e parar de colocar as pessoas na sua frente. Promete que daqui pra frente é você em primeiro lugar?

-Por quê?

-Para de perguntar o porquê das coisas e promete! Você sabe que estou certo!

-Ok. Prometo!

-A vida está sentada. Ela está lá esperando para ver o que nós vamos fazer com ela. Está só de olho! . Ah Achei isso no fundo da sua gaveta. – falando isso me deu uma caixinha de biscoitos não muito velha, mas muito empoeirada.

-Abri. –Lá dentro encontrei meus planos de sair de casa, minha faculdade, minha mudança de postura em relação ao mundo, aquela viagem que queria tanto. Chorei!

-Bom você já sabe o caminho a seguir. Arrume um emprego. Pague suas dividas. E retome seus sonhos. Acho que por hoje chega a conversa já foi satisfatória.

-Mas você não disse quase nada!

-Disse o suficiente!

Dito isso, todas aquelas versões de mim se levantaram e, uma a uma veio me abraçar e a cada abraço retornavam a minha alma até que restasse dois de mim. Eu, agora acordado e meio atordoado com toda aquela situação e eu roupa limpa, jeans novo e brilhos nos olhos.

- É bom te reencontrar, você tinha sumido. Antes de ir preciso que você me prometa mais algumas coisas. –Disse ajeitando a camiseta e se sentando na minha frente.

-Fala.

-Eu tenho medo do que possa acontecer. Tenho medo de perder, medo de ganhar, medo de ficar igual. Tenho medo de que tudo acabe como sempre acabou. Medo que seja mais um rasgo no meu peito, uma das feridas que aparecem sem necessidade, mas que sempre estão lá. Inflamam, pesam, machucam, matam pouco a pouco, dia a dia. Eu tenho medo de acabar sozinho outra vez.

Não consegui responder, não era aquela versão de mim que tinha esse medo. Nós tínhamos esse medo! EU tenho esse medo. Medo criado no dia que me perdi de mim pra viver só da vida boêmia. Não que ela seja ruim, mas existe muito mais alem disso. Mas antes que pudesse continuar meus pensamentos voltei a falar:

-Promete não fugir mais. Fica comigo! Sem você nós somos nada em busca de lugar nenhum. Juntos a gente ganha o mundo! Promete pra mim que vai ficar, custe o que custar? Que não vai esquecer quem você é, quem eu sou e de quem nós somos? Há tantos contigo nesse mundo a fora, aí perto, aí do lado. Tantos que podem te mandar pra longe de mim. São tantos em tantas noites que passam do seu lado. Promete escutar só aqueles que te tocam o coração? O resto é bom pra se divertir de vez em quando e nada mais. Só de pensar que os seus passos podem se desviar dos meus, me sinto sem passo algum. Promete que não vai se arrepender do que passou nesse tempo que estávamos perdidos? Tire uma lição disso e siga em frente. Fica comigo e eu prometo que vamos ser felizes. E ai promete?

- Desculpe, eu não queria ser tão distante, ser tão difícil. Sem você era tudo tão perto, tão do lado, mas ao mesmo tempo tão lá longe, lá no inferno, lá fora de mim. Não chore eu não vou passar mais noites em claro, mais dias sem graças, mais horas sem vida. Eu quero você. Eu quero você agora. Eu prometo que estamos juntos! Agora me abraça forte e não me solta mais. Me segura.

Nos abraçamos e eu finalmente me reencontrei. Era um Iuri inteiro e não só uma parte de mim vagando pelo mundo!

-Deita aqui, vou ler uns poemas pra você e acender um cigarro. Afinal para nós dois, o mundo é lindo do jeito que é…

-Vamos começar tudo outra vez, mas agora vai ser muito melhor.

-shhh! Por hoje chega.

-E assim deitado no meu próprio colo, senti o coração acalmar e alma aquecer. Nada mais precisava ser dito. Dormi!

E assim, depois de muito esperar, num dia como outro qualquer, decidi triunfar…
Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.
Decidi ver cada problema como uma oportunidade de encontrar uma solução.
Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.
Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.
Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de ser feliz.
Naquele dia descobri que meu único rival não era mais que minhas próprias limitações e que enfrentá-las era a única e melhor forma de as superar.
Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tivesse sido.
Deixei de me importar com quem ganha ou perde.
Agora me importa simplesmente saber melhor o que fazer.
Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim deixar de subir.
Aprendi que o melhor triunfo é poder chamar alguém de”amigo”.
Descobri que o amor é mais que um simples estado de enamoramento, “o amor é uma filosofia de vida”.
Naquele dia, deixei de ser um reflexo dos meus escassos triunfos passados e passei a ser uma tênue luz no presente.
Aprendi que de nada serve ser luz se não iluminar o caminho dos demais.
Naquele dia, decidi trocar tantas coisas…
Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para tornar-se realidade.
E desde aquele dia já não durmo para descansar… simplesmente durmo para sonhar.” (Walt Disney)

“Deixa, deixa, deixa dizer o que penso dessa vida, preciso demais desabafar”…

Escrever aqui vai ser minha terapia, meu desabafo, sussurro, perspectiva e entendimento.
Mas antes quero deixar claro que qualquer um que escreve faz isso sob sua própria
óptica, mesmo que esteja contando uma história que não a sua! É inevitável!
Aqui no meu espaço meus rabiscos quase sempre vão ter características confessionais, “herança-costume-gosto” é que como todo bom aquariano talvez eu só saiba falar do que eu sinto, vejo e quero do meu mundinho que acredito ser tão insignificante ao mundo real.

Meus sentimentos mais vis, meus piores lados e coisas que não admito nem pra mim mesmo podem vir parar aqui assim como já foram parar em cadernos e pequenos diários que nunca foram levados adiante. Foram esquecidos com o tempo, ou largados com raiva em algum canto após me revelarem péssimos momentos vividos. Reler algumas linhas de minha vida me deixa uma enorme vontade de ver cada pedacinho que me deprime queimando lindamente, assim como os papéis de bala, canhotos de cinema, ingressos de shows e bilhetinhos que me fizeram chorar. Pequenas e grandes lembranças que aguardo numa velha lata de biscoitos em um lugar onde ninguém pode achar. Ver esse meu pequeno tesouro de lembranças em labaredas gigantes e começar do zero.

Nunca consegui me livrar das lembranças, nem do papel e nem da caneta, é que são as únicas coisas que aturam minha visão preta e branca do mundo e minha rabugice eterna sem julgamentos. Aqui quem julga sou eu.

O bom é que com o tempo descobri que dentro de mim existe uma
montanha russa de sentimentos e que a releitura da vida às vezes da raiva sim, mas que logo em seguida vem uma força que me faz querer reerguer a cabeça e ai vou fazendo as pazes com a alma e deixo de me arrepender de momentos passados.

Percebi que amo viver e decidi ir até o fim de um jeito descente. Eu passei um bom tempo andando no escuro e foi bom, mas meu caminho é outro e já que não
tem como voltar estou pegando outra estrada porque a que eu estava caminhando não é melhor e eu quero a melhor! O frio na barriga quando se ousa fazer algo inusitado é impagável.

Eu sei que seria muito mais confortável e cômodo viver sempre em um terreno previsível onde sempre estarei preparado pra tudo, mas eu quero mesmo é experimentar tudo que ainda não fiz. Retomar projetos e sonhos largados em algum canto da vida, botar o mundo de cabeça pra baixo. Desconstruir estereótipos que aprisionam, mesmo que seja para descobrir que nem era aquilo mesmo que eu queria. Mesmo errando sinto que deixar de tentar já é a morte!

Então pra acabar, fodam-se as falácias, que se explodam as superficialidades, que definhem os mesquinhos bem longe de mim.

Curta quem tiver que curtir, descanse quem tiver que descansar, fuja quem tiver que fugir porque as festas de começo de ano já se foram, o carnaval passou, a quarta-feira foi de cinzas e o coelho saiu e voltou pra toca levando a Alice e eu cansei de assistir a vida passar. Agora eu começo!

 

iumiletic

Não é de Copas, nem de Ouros, nem de Paus e nem de Espadas. É Curinga. E como Curinga se pergunta o porque de ser tão colorido, enquanto o resto a sua volta usa roupas padrões. Não aceita que ele por ser Curinga não tem seu naipe, e nunca tera. Talvez o Curinga tivesse vindo ao mundo com o defeito de ver as coisas demais e de ver todas elas em profundidade, nunca deixa de viver com os olhos de uma criança. Crianças pequenas ficam tão impressionadas e admiradas de tudo o que vêem que simplesmente não acreditam nos seus olhos. Por isso é que elas vivem apontando para todos os lados e perguntando sobre todas as coisas. Vivendo assim o Curinga permite-se. Ele se apaixona, sofre, cai, levanta, age e reage! Descobriu que nunca vai ser igual a ninguem, e nunca vai encontrar outro igual a ele porque num baralho existem muitas cartas de copas, de ouros, espadas e de paus, mas existe apenas um curinga! Os curingas acabam por morrer na sua ânsia de revelar o que entenderam a outros. As pessoas morrem por aquilo que acreditam... Mas enquanto nao revelo oq entendo é porque ainda nao entendi então a única verdade é que vivo. É isso! Sinceramente, eu vivo!

Search


Following


Latest Tweets

Sorry, the Twitter API is overloaded. Try again later.